DIREÇÃO TEATRAL

Ministrante:

Moacir Chaves

O que é:

O curso objetiva compartilhar com os alunos e interessados em direção teatral diferentes técnicas, ferramentas, processos e linguagens estéticas utilizadas por um diretor quando à frente da direção de um espetáculo, passando por:
- trabalho com os atores, princípio fundamental de qualquer encenação;
- percepção da cena como obra autônoma, que estabelece uma relação de interferência na realidade, em contraponto à ideia de “espelho da vida”;
- discussão sobre conceito de atuação e seu caráter performático em oposição à noção padrão de personagem;
- relação direta com textos dramáticos ditos clássicos, da tragédia grega a Nelson Rodrigues, passando por Molière, Shakespeare, Tchekov e Beckett. 

Público-alvo:

Diretores, estudantes de direção, atores, técnicos, interessados em geral na área.

Currículo dos ministrante:

Moacir Chaves é diretor de teatro e ator. Formado em Teoria do Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio), instituição em que concluiu seu mestrado e doutorado. Começou sua carreira profissional trabalhando como ator e assistente de direção no Grupo Tapa, em 1985. A seguir, fundou o Cite-Teatro, no qual dirigiu seus primeiros espetáculos, todos encenações de textos dramáticos brasileiros do século XIX. Entre outros espetáculos, participou como ator em Casa de Orates, direção de Eduardo Tolentino, O Alienista, direção de Renato Icarahy e, sob a direção de Aderbal Freire-Filho, em Turandot ou o Congresso dos Intelectuais e O Tiro que Mudou a História. Como diretor, tem tido seus trabalhos reconhecidos pelo público e pela crítica. Em 1991, montou Esperando Godot, de Samuel Beckett, com Denise Fraga e Rogério Cardoso. A seguir, encenou, entre outros, O Caixeiro da Taverna, de Martins Pena, com André Mattos e Suely Franco e Fausto, primeira parte, de Goethe. Em 1994, encenou Sermão da Quarta-Feira de Cinza, do Padre Antônio Vieira, com Pedro Paulo Rangel, espetáculo apresentado, entre 1994 e 2001 em mais de 20 cidades, no Brasil, Uruguai e Portugal. Este espetáculo recebeu os Prêmios Shell, Molière e Mambembe de Melhor Ator, além de várias outras indicações no Rio e em SP. De 1994 a 2002, dirigiu 13 espetáculos, com destaques para Roberto Zucco, de Bernard- Marie Koltès, com Marcos Breda, André Mattos e outros (Prêmio Shell de Melhor Iluminação), Dom Juan, de Molière, com Edson Celulari, Cacá Carvalho e grande elenco (Prêmios Shell e Sharp de Melhor Iluminação e Prêmios Mambembe de Melhor Espetáculo, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Figurino, além de várias outras indicações), O Altar do Incenso, de Wilson Sayão, com Marília Pêra e Gracindo Júnior e A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Bertolt Brecht, com Luís Fernando Guimarães e Oswaldo Loureiro, entre outros. Entre 1999 e 2001 encenou dois espetáculos com dramaturgia sua, Bugiaria, no qual se utiliza de um processo da Inquisição do século XVI (Prêmios Governador do Estado Melhor Direção e Melhor Espetáculo e várias indicações para o Prêmio Shell) e Viver!, com textos diversos de Machado de Assis. Dirigiu os espetáculos infantis A História de Catarina e Lasanha e Ravioli in Casa, ambos com a dupla Ana Barroso e Monica Biel. Em 2002, dirigiu Por Mares Nunca Dantes, de Geraldo Carneiro, com Tonico Pereira, encenado no Barco Tocorimé, ancorado na Marina da Glória. Em 2003 dirigiu Fausto, de Goethe, com Gabriel Braga Nunes e Fernando Eiras, O Rei dos Escombros, com Ricardo Petraglia e A Violência da Cidade, no Centro Cultural Banco do Brasil. Em 2004, dirigiu Bonitinha mas Ordinária, de Nelson Rodrigues, no Teatro SESC e Idiotas que Falam Outra Língua, baseado em um conto de Rubem Fonseca. Participou em 2002 do Fórum para Jovens Profissionais de Teatro, dentro da programação do Festival Theatertreffen, em Berlim. Realizou em 2005 o espetáculo Utopia, com trechos do livro de Thomas More, que cumpriu temporada no Teatro Maria Clara Machado, pertencente à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, no qual exerceu a função de Diretor Artístico ao longo de 8 anos. Utopia se apresentou também no Festival de Porto Alegre e cumpriu temporada na cidade de São Paulo. Ainda em 2005 dirigiu a ópera barroca Dom Quixote e a Duquesa, de Boismortier e Ovo Frito, de Fernando Bonassi. Em 2006 dirigiu o espetáculo Lavanderia Brasil, de Miguel Paiva e Memória, baseado na obra de Machado de Assis e, em 2007, dirigiu Macbeth, de William Shakespeare. Em 2008 dirigiu O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tcheckov, A Invenção de Morel, de Bioy Casares, The Cachorro Manco Show, de Fábio Mendes e O Mez da Grippe, com textos de Valêncio Xavier e Qorpo-Santo. Em 2009 dirigiu Por Um Fio, de Drauzio Varella, Uma História de Pouco Amor, de Edson Bueno e Ecos da Inquisição, de Miriam Halfim. Em 2010 encenou Merci, texto do autor francês Daniel Pennac. Em 2011 dirigiu A Lua Vem da Ásia, de Campos de Carvalho, Labirinto, com textos de Qorpo-Santo e O Retorno ao Deserto, de Bernard-Marie Koltès. Em 2012 dirigiu A Negra Felicidade, dramaturgia de Moacir Chaves e Duas Mulheres em Preto e Branco, de Ronaldo Correia de Brito. Em 2013 dirigiu O Controlador de Tráfego Aéreo, no qual também assina a dramaturgia. Em 2014 dirigiu Rei Lear, de William Shakespeare. Em 2015 dirigiu 2.500 Por Hora, de Jacques Livchine e Hervée de Lafond, e Inutilezas, de Manoel de Barros, com Bianca Ramoneda e Gabriel Braga Nunes (remontagem do espetáculo realizado com a mesma equipe em 2003 e atualmente em cartaz no Teatro Morumbi Shopping – SP). Em 2016 dirigiu Imagina esse Palco que se Mexe.

Detalhes do Curso

  • Pré-requisitos:
    Não há.
  • Período:
    04 de outubro a 08 de novembro
  • Frequência:
    quartas
  • Horário:
    19h30 às 21h30
  • Preço com desconto:
    405,00

450,00 à vista

2x 275 reais = 550 reais
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